terça-feira, 15 de março de 2011

O RACIONALISMO DA INTOLERANCIA

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Analisemos o texto na fotografia acima:
Compaixão?
Altruísmo?
Condescendência?
Cristianismo?
Não!
“A compaixão em toda a extensão, cruza a lei do desenvolvimento que é a lei da seleção.
Conserva o que esta maduro para sucumbir, arma-se em favor dos deserdados e condenados da vida e pela multidão de malogrados de toda espécie que mantem firmes na vida, da a vida mesma um aspecto sombrio e problemático! Ousou-se denominar a compaixão como uma virtude ( mas na moral nobre, compaixão vale como fraqueza) compaixão = decadência.”

Obviamente tais declarações são de cunho anticristão, mais haveria alguma lógica em afirmações desse tipo? A fotografia acima que ilustra um homem pendurado na cruz de dólares tentando passar a idéia de que o mesmo seja Jesus Cristo foi tirada de uma galeria de fotos na internet relacionada ao tema ateísmo,(veja a foto ampliada (clicando aqui) as outras duas fotografias foram por mim anexadas justamente no intuito de tentar exemplificar o sentido da primeira sob o que seria a ótica do autor do texto e da montagem .
Diante da foto e principalmente do texto acima surge-me uma pergunta: estaria o autor tentando passar a entender que os “condenados da vida” só sugiram devido ao conceito cristão de compaixão existente no mundo? Inevitavelmente surge ainda outras perguntas seriam esses pensamentos comum do ateísmo que ainda não teriam “saído do armário”? O ateísmo também considera a compaixão um conceito decadente? Obviamente muitos ateus podem se sentir ofendidos diante de uma pergunta como essa pois pode soar meio ofensivo, então desde já eu gostaria de salientar que sei que “dezenove não é vinte” usando a boa e velha gíria como talvez também usariam a “multidão de malogrados” espalhados pelas periferias do Brasil sendo assim, eu concordo que seja injusto generalizar.

Um dos princípios centrais do Cristianismo é: “...amar o nosso semelhante como a nós mesmos” ainda que muitos na história da humanidade tenham cometido inúmeras atrocidades usando mascaras pseudocrístão a compaixão sempre esteve, está e estará no cerne da conduta moral e ética dos verdadeiros cristãos, o altruísmo visto pelo autor como sendo contrario ao desenvolvimento em contra partida a isso tem sido em inúmeros casos a ideologia que move inúmeras pessoas no mundo a agirem possibilitando a muitos desfavorecidos a terem acesso a um mínimo de dignidade, vemos isso em muitos projetos filantrópicos em sua grande maioria encabeçados por cristãos como por exemplo a Cruz Vermelha que assiste a exilados e feridos de guerras mundo afora o que inspirou outras religiões a criarem suas entidades semelhantes com a mesma finalidade de trabalho.
Os que militam desse pensamento seriam também céticos relação ao amor? Pois a compaixão inexiste se não coexistir com o amor, ambos caminham juntos. Tal afirmação também estaria dando-nos a entender que a causa da injustiça, sofrimento e demais mazelas do mundo teriam sua origem no amor.

Seria o autor disso capaz de rejeitar um ato de compaixão direcionado a ele? Se alguém concorda com tal pensamento mais é capaz de aceitar um gesto de compaixão se beneficiando dele, esse não passa de um grande hipócrita e se alguém é capaz de aceitar um gesto de amor e compaixão mais nega o cristianismo como a maior fonte inspiração e motivação para o amor, esse mais uma vez se coloca na infeliz condição de um hipocrisia, indo ainda mais longe nessa linha de raciocínio, analisamos que se uma pessoa por sua vez admite que o cristianismo de fato é capaz de inspirar e motivar a compaixão no ser humano mais duvida da divindade de Jesus acaba esse também por se tornar como um mero e farisaico hipócrita pois é impossível alguém enquanto ser natural poder criar um conceito tão perfeito como foi, é e sempre será o amor, esse conceito criado por Deus e definitivamente estabelecido pelo próprio Deus na pessoa de Cristo.

Soli Deo Gloria!

Adão M. Fernandes.

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